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AVISO – 20 DE JANEIRO 2018

AVISO-01-20

BEATO PEDRO DONDERS

Pedro Donders nasceu em Tilburg, Holanda, dia 27 de outubro de 1809, filho de Arnold Denis Donders e Petronella van den Brekel. Devido à pobreza da família, os dois filhos pouco puderam estudar, mas tiveram de trabalhar para o sustento da casa. No entanto, desde tenra idade, Pedro tinha o desejo de se tornar sacerdote. Com o auxílio do clero da sua paróquia, aos vinte anos pôde começar os estudos no seminário menor. Posteriormente foi ordenado sacerdote dia 5 de junho de 1841.

Enquanto ainda cursava os estudos teológicos, foi orientado pelos superiores do seminário para as missões da colônia holandesa do Suriname. Chegou a Paramaribo, capital da colônia, a 16 de setembro de 1842 e dedicou-se imediatamente aos trabalhos pastorais que haveriam de ocupá-lo até a morte. Suas primeiras obrigações consistiram em visitas regulares às plantações ao longo dos rios da colônia, onde ele pregava e administrava os sacramentos sobretudo aos escravos. As suas cartas exprimem a sua indignação com o áspero tratamento reservado aos africanos forçados ao trabalho nas plantações.

 Em 1856 foi enviado à colônia dos leprosos de Batávia; e esta haveria de ser, com muito poucas interrupções, o cenário dos seus trabalhos para o resto da sua vida. Na sua caridade ele não apenas oferecia aos pacientes os benefícios da religião, mas cuidava deles pessoalmente, até que conseguiu persuadir as autoridades a providenciar serviços adequados de enfermagem. De muitos modos conseguiu ele melhorar as condições de vida dos leprosos através da sua energia em levar as necessidades deles ao conhecimento das autoridades da colônia. Quando em 1866, os Redentoristas chegaram para assumir a missão do Suriname, Pe. Donders e um sacerdote seu companheiro pediram admissão na Congregação.

Os dois candidatos fizeram o noviciado sob a direção do Vigário Apostólico, o bispo Dom João Batista Winkels, e professaram os votos dia 24 de junho de 1867. Pe. Donders voltou imediatamente para Batávia. Por causa da assistência que agora ele tinha no trabalho com os leprosos, pôde dedicar-se a uma obra que por longo tempo tinha querido fazer. Como Redentorista, ele agora voltaria sua atenção para os povos indígenas do Suriname. Prosseguiu esse serviço, antes negligenciado por falta de pessoal, quase até a morte.

 Em Paramaribo exerceu suas ocupações anteriores até que a saúde enfraquecida finalmente o prendeu ao leito em dezembro de 1886. Ainda viveu mais duas semanas até sua morte em 14 de janeiro de 1887. A fama da sua santidade espalhou-se no Suriname e na sua pátria, a Holanda. Sua causa foi introduzida em Roma e a 23 de maio de 1982 ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

Fonte: Vice-Província de Fortaleza

SÃO CLEMENTE HOFBAUER

Um olhar sobre a vida de Clemente Hofbauer pode nos ensinar muito sobre um sonho feito realidade, sobre a oração e o serviço, sobre a perseverança na vida cristã, sobre a santidade alcançada vivendo o dia-a-dia e usando cada momento do tempo para seu fim apropriado. Clemente não foi um fazedor de milagres ou um visionário, apenas um grande e santo redentorista, que serviu o povo de Deus com o máximo da sua capacidade.

O nosso santo nasceu na festa de Santo Estevão, 26 de dezembro, do ano 1751, em Tasswitz, Morávia. Era o nono de doze filhos nascidos do casal Maria e Paulo Hofbauer. Batizado logo no dia seguinte, recebeu o nome de Hansl, ou João. Por ele seria conhecido durante mais de vinte anos até que entrou num eremitério e tomou o nome de Clemente.

Durante uma peregrinação à Itália em 1784, Clemente e seu companheiro de viagem, Tadeu Huebl, decidiram entrar numa comunidade religiosa. Os dois seminaristas foram aceitos no noviciado redentorista de São Julião em Roma. Na festa de São José, 19 de março de 1785, Clemente Hofbauer e Tadeu Huebl tornaram-se redentoristas, professando publicamente os votos de pobreza, castidade e obediência. Dez dias depois foram ordenados sacerdotes na catedral de Alatri.

Poucos meses após a ordenação, os dois redentoristas estrangeiros foram convocados pelo seu Superior geral, Pe. De Paola. Receberam a missão de voltar à sua pátria e estabelecer a Congregação redentorista no norte da Europa. Era uma nomeação difícil e insólita para dois homens recém-ordenados. Para Afonso, essa difusão da Congregação além dos Alpes era uma prova segura de que os Redentoristas iriam perdurar até o fim dos tempos. Para Clemente, era a realização de um sonho.

Ele caiu doente no início de março de 1820 e morreu no dia 15 de março do mesmo ano. Como Moisés na Bíblia, ele conduziu o povo até a Terra Prometida mas ele próprio não viveu o suficiente para nela entrar. Morreu com a gratificante notícia de que o seu segundo sonho tinha sido realizado.

Clemente Hofbauer foi beatificado no dia 29 de Janeiro de 1888 pelo Papa Leão XIII. Foi canonizado no dia 20 de maio de 1909. Em 1914, o Papa Pio X concedeu-lhe o título de Apóstolo e Patrono de Viena.

Fonte: Vice-Província de Fortaleza

SANTO AFONSO DE LIGÓRIO

Santo Afonso de Ligório nasceu em Marianella, perto de Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado.

Em 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos. Foi ordenado sacerdote a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de sacerdócio com os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles. Fundou as “Capelas da Tarde”, que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos.

Em 1729, Afonso deixou a família e passou a residir no Colégio Chinês de Nápoles. Foi aí que começou a sua experiência missionária no interior do Reino de Nápoles, onde ele encontrou gente muito mais pobre e mais abandonada que qualquer menino de rua de Nápoles.

No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão.

A maior contribuição de Afonso para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Conforme Afonso, estes eram caminhos fechados ao Evangelho porque “tal rigor jamais foi ensinado nem praticado pela Igreja”. Ele sabia como colocar a reflexão teológica a serviço da grandeza e da dignidade da pessoa humana, da consciência moral e da misericórdia evangélica.

Afonso foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos em 1762, aos 66 anos. Tentou recusar a nomeação porque se sentia demasiado idoso e doente para cuidar adequadamente da diocese. Em 1775, foi-lhe permitido deixar o cargo e ele foi morar na comunidade redentorista de Pagani, onde morreu no dia 1o de agosto de 1787. Foi canonizado em 1839, proclamado Doutor da Igreja em 1871 e Patrono dos Confessores e Moralistas em 1950.

Fonte: Vice-Província de Fortaleza

SÃO GERALDO MAJELA

Geraldo nasceu em 1726 em Muro, pequena cidade do sul da Itália. Sua mãe, Benedetta, foi uma bênção para ele, pois ensinou-lhe o imenso amor de Deus que não conhece limites. Ele era feliz por estar perto de Deus.

Quis servir plenamente a Deus e pediu admissão no convento dos Capuchinhos, não sendo porém aceito. Aos 21 anos tentou a vida de eremita.

Com os Redentoristas

Em 1749, os Redentoristas estiveram em Muro. Eram quinze missionários nas três paróquias da pequena cidade. Geraldo seguiu cada detalhe da missão e decidiu que aquela devia ser a sua vida. Pediu para ingressar no grupo missionário, mas o Pe. Cafaro, o Superior, recusou-o por motivo de saúde. Tanto importunou os padres, que, ao deixarem a cidade, o Pe. Cafaro sugeriu à sua família que o trancasse no seu quarto.

Usando um estratagema que desde então haveria de encontrar imitadores entre os jovens, Geraldo amarrou os lençóis da cama e, descendo pela janela, seguiu o grupo dos missionários. Fez uma dura caminhada de dezenove quilômetros para chegar até eles. “Aceitem-me, me dêem uma chance, depois me mandem embora se eu não for bom,” dizia Geraldo. Diante de tamanha persistência, Pe. Cafaro não pôde senão consentir. Mandou Geraldo para a comunidade redentorista de Deliceto com uma carta em que dizia: “Estou mandando um outro irmão, que será inútil quanto ao trabalho.”

Geraldo sentiu-se absolutamente e totalmente satisfeito com o modo de vida que Santo Afonso, fundador dos Redentoristas, traçou para os seus religiosos. Ficava radiante ao constatar como era central o amor a Jesus sacramentado e como era essencial o amor a Maria, Mãe de Jesus.

Professou os primeiros votos na data de 16 de julho de 1752, que, conforme ele ficou sabendo com alegria, era a festa do Santíssimo Redentor e também o dia de Nossa Senhora do Carmo. Desde esse dia, com exceção de algumas visitas a Nápoles e do tempo passado em Caposele onde morreu, a maior parte da vida de Geraldo foi vivida na comunidade redentorista de Iliceto.

Em 1893, o Papa Leão XIII o beatificou e, no dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X o canonizou como santo.

SÃO JOÃO NEUMANN – PRIMEIRO REDENTORISTA DA AMÉRICA

Bispo de Filadélfia, Pensilvânia, EUA., nascido em Prachatitz na Boêmia a 28 de março de 1811, filho de Felipe Neumann e Agnes Lebis. Fez os primeiros estudos na escola de Budweis e entrou no seminário desta cidade em 1831.
Dois anos depois, ingressou na Universidade Charles Ferdinand em Praga, onde estudou teologia.
Primeiro padre a entrar para a Congregação na América do Norte, fez os votos em Baltimore no dia 16 de Janeiro de 1842.
Por causa do isolamento da sua paróquia, João desejava uma comunidade e assim entrou para os Redentoristas, Congregação de padres e irmãos dedicados a ajudar os pobres e os mais abandonados.
Depois de trabalhar em Baltimore e em Pittsburgh, em 1847 foi nomeado Visitador ou Superior maior dos Redentoristas nos Estados Unidos.
O Pe. Frederick von Held, Superior da Província belga, à qual pertenciam as casas americanas, disse dele: “É um grande homem, que combina a piedade com uma personalidade forte e prudente”. Ele precisou dessas qualidades durante os dois anos que exerceu o cargo, pois a fundação americana estava passando por um penoso período de adaptação.
Pe. Neumann foi nomeado bispo de Filadélfia e foi ordenado em Baltimore a 28 de março de 1852. A sua diocese era muita grande e passava por um período de desenvolvimento considerável.
Como bispo, foi o primeiro a organizar um sistema diocesano de escolas católicas. Fundador da educação católica na sua região, aumentou o número das escolas católicas na sua diocese de 2 para 100.
São João Neumann era de pequena estatura, de saúde sempre fraca, mas no curto espaço da sua vida realizou muita coisa. Encontrou tempo até para uma considerável atividade literária, além dos seus deveres pastorais.
Escreveu numerosos artigos em revistas e jornais católicos e também publicou dois catecismos e em 1849 uma história bíblica para as escolas.
No dia 5 de Janeiro de 1860 (aos 48 anos) sofreu um colapso numa rua da sua cidade episcopal e morreu sem poder receber os últimos sacramentos.
Foi beatificado pelo Papa Paulo VI dia 13 de outubro de 1963 e canonizado pelo mesmo Papa dia 19 de junho de 1977.

Fonte: Vice-Província de Fortaleza

VICE-PROVÍNCIA REDENTORISTA DE FORTALEZA

A pedido de Dom Alano Du Noday, bispo de Porto Nacional, no ano de 1960 chegam em terras brasileiras, vindos da Irlanda, os primeiros Missionários Redentoristas da Vice-Província de Fortaleza. Eram eles: Pe. Jaime Collins, Pe. João Myers, Pe. Miguel Kirwan e Pe. Tiago McGrath.

Esses pioneiros foram acolhidos para o aprendizado da língua pelos confrades da Província de São Paulo, no convento de Goiânia. A sugestão foi do Provincial de São Paulo, por se tratar da capital do Estado onde iriam realizar a Missão. Permaneceram em Goiânia durante três meses, partindo para Pedro Afonso em agosto de 1960.

A Vice-Província Redentorista de Fortaleza comemorou seus cinqüenta anos no dia 05 de fevereiro de 2012. A Missão iniciada em Pedro Afonso, então Estado de Goiás, passa a Vice-Província, agora com sede em Fortaleza, no Estado do Ceará, no dia 05 de fevereiro de 1962. O primeiro Superior Vice-Provincial foi o Pe. Jaime Collins. Em Fortaleza, os Missionários Redentoristas assumiram a Paróquia de São Raimundo Nonato.

O período de expansão da Vice-Província se dá entre 1963 e 1966. Em fevereiro de 1963 a Paróquia São José Operário, em Paraíso do Norte de Goiás, é entregue aos Redentoristas. E no mesmo ano o bispo de Iguatu, no Ceará, dom José Mauro, solicita a presença dos Missionários em sua diocese, pois segundo ele “a cidade está se desenvolvendo e já consta de 20 mil habitantes”. Sua pretensão é de elevar a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro à matriz e entregá-la aos cuidados dos Missionários Redentoristas. O que aconteceu em setembro de 1964.

Ainda em 1964 o Governo Geral da Congregação decide desmembrar o Estado do Piauí da Vice-Província de Manaus e incorporá-lo juridicamente a Vice-Província de Fortaleza. Com essa decisão do Governo Geral, a Paróquia de São José Operário em Teresina passa aos cuidados da Vice-Província de Fortaleza em Maio de 1965. No ano seguinte, em dezembro de 1966, se dá a fundação da casa em Parnaíba, também no Piauí. A vice-Província de Fortaleza assume a Paróquia Nossa Senhora de Fátima.

O ano era 1978. A Vice-Província dá mais um passo rumo à construção da Identidade Redentorista em Fortaleza. O Pe. Eduardo Gowing é liberado com tempo integral para a missão inserida no Conjunto Palmeiras, tendo como companheiro o Pe. Jacó Duggan. O conjunto Palmeiras surge em 1974, distante 20 km do centro de Fortaleza e com aproximadamente 20 mil habitantes. Hoje, 50 anos depois, a Vice-Província de Fortaleza se encontra nos Estados do Piauí, Maranhão, Ceará e começando uma experiência na Àfrica. Conta com 45 Missionários professores e 10 fundações.

Fonte: Vice Província de Fortaleza

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