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Arquivos Mensais: outubro 2016

LITURGIA DIÁRIA – 31/10/2016

REFLEXÃO

Primeira Leitura – Filipenses 2, 1-4 – “para viver em harmonia ”

No coração de todo ser humano há o anseio e a grande necessidade de ser feliz, de ter paz, de ter tranquilidade e viver em harmonia. Nesta carta aos filipenses São Paulo nos ensina que, se tivermos comunhão com o Espírito Santo nós também podemos ver realizados os nossos anseios vivendo a unidade no vínculo do amor.  Encontramos a felicidade quando estamos em harmonia com Deus com os irmãos e conosco mesmos! No entanto, no percurso da nossa vida perdemos o fio da meada e nos enrolamos num emaranhado de coisas negativas que nos levam a inverter a medida do valor das coisas que para nós deveriam ser essenciais. Assim é que confundimos o ser com o ter o dar com o receber o querer com o poder e terminamos por decretar guerra contra nós mesmos quando litigamos com os nossos irmãos e irmãs e, às vezes, até com aqueles (as) mais queridos (as) nossos (as). A competição, o julgamento, o querer só para si, nos leva à desunião. E isto não é o que o Pai quer para os seus filhos!  Por isso, São Paulo nos adverte e recomenda que nada façamos por competição ou vanglória, pelo contrário, considerando o outro mais importante, não cuidemos somente do que é nosso, mas com todo empenho cuidemos também do que é do outro, para que vivamos numa perfeita harmonia interior.   – Você entende o que é viver a comunhão no Espírito Santo? – Você age como filho (a) de Deus, irmão (ã) de Jesus Cristo? – Você entende o que é procurar a unidade: será pensar igual ao próximo ou respeitá-lo?

Salmo 130 – “Guardai-me, em paz, junto a vós ó Senhor”

O salmista nos fala de um caminho seguro para que possamos viver a unidade: “Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe.” Calar a alma é dominar os desejos confusos do nosso temperamento, colocando-nos como crianças abandonadas nas mãos do Pai. É não seguir as inclinações dos sentimentos e das emoções desordenadas e pelo contrário deixarmo-nos guiar pelas sugestões do Espírito Santo de Deus que nos dá a paz como alimento.

Evangelho – Lucas 14, 12-14 – “para ser feliz”

 “Convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. “Então tu serás feliz!”  Com estas palavras firmes Jesus nos aponta a chave da felicidade quando, mais uma vez, nos ensina algo que contradiz completamente o pensamento do mundo e nos coloca na contramão de tudo o que aprendemos aqui na terra. Convida aqueles (as) que se sentem marginalizados (as) cheios (as) de defeitos (as); aqueles (as) que nunca esperariam ser chamados (as).   Seremos felizes na medida em que formamos unidade com todas as pessoas, uma só alma, um só coração, um só ideal, porque a figura desse mundo passa e o que nós almejamos é a vida eterna, junto com todos. Assim, Ele nos recomenda a não convidar para a “festa” os amigos nem aquelas pessoas mais queridas, mas atrair àqueles que mais necessitam de alimento. A festa é a nossa vida da qual ninguém poderá ser excluído; são as nossas conquistas que devem ser partilhadas com todos, sem exceção, sem preconceito e discriminação. A motivação que temos para fazer as coisas do nosso dia a dia se constitui também um parâmetro para a nossa felicidade eterna. Para nós é tão fácil conviver com quem a gente gosta, admira, se afina, no entanto, dentro do pensamento evangélico, isto amacia apenas o nosso ego! A nossa felicidade interior e a paz de que precisamos vem do serviço desinteressado.  Por isso, Jesus nos explica: se fizermos as coisas somente àqueles que podem nos recompensar, já estamos recebendo o prêmio. Porém, quando realizamos algo às pessoas que não podem fazer o mesmo conosco, aí então, a recompensa nos virá do céu. A gratificação dos justos é a ressurreição. Diante deste Evangelho precisamos avaliar qual é o nosso interesse quando escolhemos as nossas amizades, qual é o valor com que aquilatamos as pessoas sejam elas ricas, sejam pobres. Qual é o nosso interesse quando cultivamos os nossos relacionamentos, se o que estamos buscando aqui na terra servirá apenas para que tenhamos uma vida cheia de regalias ou se estamos caminhando em busca do reino de Deus.  – Qual é o critério que você usa para a escolha dos seus relacionamentos?- Você costuma acolher a todas as pessoas, ricas ou pobres?- Você já convidou alguém, muito pobre, para sentar-se à mesa com você?- Você seria capaz de fazer essa experiência.

Fonte: http://umnovocaminho.com.br/?p=23270

liturgia-diaria_-31-10-2016

31ª Semana Comum – Segunda-feira 31/10/2016

Primeira Leitura (Fl 2,1-4)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 1se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 130)

— Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!

— Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!

— Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas!

— Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe.

— Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade!

 Evangelho (Lc 14,12-14)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 30/10/2016

REFLEXÃO

– 1ª. Leitura – Sabedoria 11, 22-12,2 – “a infinita misericórdia de Deus”

O autor do Livro da Sabedoria se dirige diretamente a Deus para exaltar a Sua grandeza e a Sua misericórdia reconhecendo que o mundo em que vivemos diante da Onipotência divina é como um grão de areia na balança ou uma gota de orvalho da manhã que cai sobre a terra. Diante dessa realidade todos nós podemos fazer uma reflexão sobre a nossa pequenez e da nossa incapacidade de alcançar glória e poder por nossos próprios méritos. Apesar disso, também podemos refletir em que, o Deus que nos criou, Senhor todo poderoso, nos ama a despeito das nossas faltas e fecha os olhos aos nossos pecados para que possamos nos arrepender e voltar para Ele. O Senhor ama a vida que nos deu e enche com o Seu Espírito incorruptível todas as coisas que criou para o nosso bem estar. Ao contrário do que muitas vezes imaginamos o nosso Deus nos olha com carinho e ternura quando caímos nas nossas faltas. A Sua correção é um alento para que possamos nos afastar do mal e assumir a vida abundante que Ele nos preparou. Igualmente, nós podemos caminhar seguros (as), com o coração contrito e cheios de bons propósitos na certeza de que temos um amigo no céu que não se afasta de nós a não ser que não queiramos conversa com Ele. Nos tempos atuais, onde há tanto desacerto no mundo, precisamos saber que somos o grão de areia na balança, gota de orvalho da manhã, mas temos em nós o poder e a força amorosa do Deus Onipotente que nos ajuda a vencer os desafios e andar por um caminho certo e seguro. – Como você se sente diante da Onipotência de Deus? – Você O tem como amigo ou como Justiceiro? – Você reconhece a grandeza de Deus e também a Sua Misericórdia? – Você tem medo de Deus?

Salmo 144 – “Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei! ”

O salmista também exalta o poder amoroso de Deus e coloca como princípio vital para nós o louvor e o reconhecimento dos atributos de Nosso Senhor. Por isso, ele se compromete consigo mesmo a bendizer o Nome de Deus eternamente e louvá-Lo para sempre. Todos nós deveríamos assumir diante do Senhor o propósito de reconhecer a Sua Misericórdia, Bondade, Amor, Paciência, e Compaixão, transformando a nossa vida num louvor perene a fim de que possamos também sentir o abraço de ternura com que Deus nos acolhe, sempre.

2ª. Leitura – 2 Tessalonicenses 1, 11—2,2 – “um motor que torne ativa a nossa fé”

Escrevendo aos tessalonicenses São Paulo expressa o seu desejo de que eles caminhem com fé e sejam dignos da vocação para a qual cada um foi chamado, isto é, a santidade. Para isso, ele intercede junto a Jesus e roga para que o bem que eles almejam fazer seja como um motor que torne ativa a sua fé. Hoje, também, não nos basta somente o saber de que precisamos ser santos, ser bons e fazer o bem, mas colocar todos os anseios que temos no coração diante do Senhor para que a nossa fé seja ativada. Muitas vezes, queremos que a nossa vida seja realmente um compromisso de serviço ao Senhor através do servir ao próximo; entusiasmamo-nos nos momentos de euforia, nos encontros, seminários, retiros, porém esquecemo-nos de pedir a Deus que nos abençoe com a graça da perseverança, da fidelidade colocando diante Dele os desejos do nosso coração e, por isso, nunca saímos do lugar, morremos na fé, antes de dar o primeiro passo. Precisamos reafirmar a nossa fé em Cristo todos os dias e assim nos apossar da graça que vem do céu. O nosso viver consciente e em estado de alerta deve ser também uma bandeira para esperar a vinda de Cristo. Todos os dias precisamos renovar o nosso Batismo pedindo a manifestação do Espírito Santo para que assim, possamos ser encontrados (as) no lugar certo quando Jesus voltar. – Você coloca diante de Deus o seu anseio de santidade? – Você pede a Ele a graça suficiente para continuar fazendo o bem? – Existe algum bom propósito que você ainda não conseguiu pôr em prática? – Peça o auxílio do Espírito Santo! – De que modo você tem esperado a vinda de Jesus?

Evangelho – Lucas 19, 1-10 – “na casa de um pecador”

Se fizéssemos uma pesquisa comprovaríamos que não são poucos os que, completamente ignorantes em relação à fé, têm uma vida fora dos padrões evangélicos, no entanto, um dia, diante do conhecimento de Deus são movidas a uma mudança radical no seu modo de viver. Por isso, a história de Zaqueu é igual à de muitas pessoas que vivem uma vida afastada de Deus, entregues somente aos seus planos, alheios aos mandamentos de amor aos irmãos, e que em um certo momento, de alguma forma, são atraídas para Jesus. Zaqueu, como muitos hoje, tinha uma ambição desmedida e prejudicava e explorava os outros com a cobrança de impostos, por isso, ficou muito rico. Era um “pecador público”, como também alguns políticos, governantes, pessoas que hoje têm poder e autoridade, mas que se aproveitam disso para se engrandecer. No entanto, um dia Zaqueu procurou ver quem era Jesus! A princípio não conseguiu por causa da multidão, mas, fez um esforço supremo subiu na árvore e foi notado por Ele. Jesus o mandou descer depressa, e se ofereceu para levar a salvação para sua casa. O Zaqueu hoje pode ser cada um que, embora nem seja rico (a), nem tenha explorado ninguém, não se sentiu ainda tocado (a) por Jesus nem motivado a uma verdadeira conversão. Muitos ainda hoje, apesar de viver sempre procurando encontrar Jesus, não o conseguem. A multidão os atrapalha, os seus interesses os impedem de ter uma experiência verdadeira com a Salvação. No entanto só o fato de se sentirem atraídos (as) para Ele já indica que têm Fé e esperança de encontra-Lo. Em qualquer situação em que estejamos nunca poderemos desistir de procura-Lo e de ter uma experiência pessoal com Ele, pois, tem poder de transformar a nossa vida negativa em justiça e bondade e continua hoje também esperando os Zaqueu dos nossos dias. Jesus conta com a intercessão daqueles que já O encontraram para que a salvação entre na casa e no coração de todos os pecadores. – Você conhece alguém com as características do Zaqueu? – Você tem ajudado ou atrapalhado para que ele tenha um encontro com Jesus Salvador? – Você já teve uma experiência forte com Jesus Cristo? – Qual foi o resultado dessa experiência? – Você já o levou para sua casa? –

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-30-10-2016

31º Domingo do Tempo Comum – 30/10/2016

Primeira Leitura (Sb 11,22-12,2)

Leitura do Livro da Sabedoria:

22Senhor, o mundo inteiro, diante de ti, é como um grão de areia na balança, uma gota de orvalho da manhã que cai sobre a terra.

23Entretanto, de todos tens compaixão, porque tudo podes. Fechas os olhos aos pecados dos homens, para que se arrependam.

24Sim, amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que fizeste; porque, se odiasses alguma coisa não a terias criado.

25Da mesma forma, como poderia alguma coisa existir, se não a tivesses querido? Ou como poderia ser mantida, se por ti não fosse chamada?

26A todos, porém, tu tratas com bondade, porque tudo é teu, Senhor, amigo da vida.

12,1O teu espírito incorruptível está em todas as coisas! 2É por isso que corriges com carinho os que caem e os repreendes, lembrando-lhes seus pecados, para que se afastem do mal e creiam em ti, Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 144)

— Bendirei eternamente vosso nome;/ para sempre, ó Senhor, o louvarei!

— Bendirei eternamente vosso nome;/ para sempre, ó Senhor, o louvarei!

— Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei,/ e bendizer o vosso nome pelos séculos./ Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre.

— Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,/ e os vossos santos com louvores vos bendigam!/ Narrem a glória e o esplendor do vosso reino/ e saibam proclamar vosso poder!

— O Senhor é amor fiel em sua palavra,/ é santidade em toda obra que ele faz./ Ele sustenta todo aquele que vacila/ e levanta todo aquele que tombou.

Segunda Leitura (2Ts 1,11-2,2)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: 11Não cessamos de rezar por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação. Que ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé.

12Assim o nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele, em virtude da graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.

2,1No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação, ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 19,1-10)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico.

3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”.

6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria.

7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!”

8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”.

9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 29/10/2016

REFLEXÃO

– Filipenses 1, 18-26 – “ser de Cristo é o nosso maior motivo”

Prestando um depoimento da sua missão de pregador do Evangelho aqui neste mundo, São Paulo nos dá um verdadeiro testemunho de fé na vida eterna com Cristo. Assim, com a maior sinceridade ele afirma que para ele viver ou morrer não faria diferença e o mais importante era a convicção que tinha de que, vivendo ou morrendo, ser de Cristo era o seu maior motivo. Portanto, a sua única expectativa de vida estava posta em Jesus Cristo e o anúncio da Boa Nova de Deus para a humanidade era a meta que delineava a sua existência. O fato de estar preso, acorrentado ao tronco, para ele era a glória, pois, assim, Jesus Cristo seria glorificado no seu corpo. Este é, sem dúvida, o maior estágio a que nós cristãos poderemos alcançar nesta vida e a maior prova de que realmente a nossa existência está nas mãos de Deus. Seremos realmente livres quando conseguirmos nos desvencilhar de toda razão humana, de todas as amarras da carne, das pessoas, dos bens, dos prazeres para podermos também como São Paulo, afirmar: “Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro.” À primeira vista isso nos parece uma coisa impossível, no entanto, é também uma questão de aprendizado. Aos pouquinhos podemos exercitar e perseguir esse estágio começando a dar pequeninos passos na vivencia do Evangelho, fazendo com que o amor que há no nosso coração se concretize em atos e atitudes que nos libertem de nós mesmos (as) e da nossa vontade própria. Um dia poderemos constatar que o nosso viver é Cristo e até a nossa morte será lucro para nós. – Você anda muito preocupado (a) com a duração da sua vida? – Você tem aproveitado o tempo presente para ser missionário (a) do amor de Deus? – Qual a expectativa que você tem para com o seu futuro? – Você quer ser de Cristo?


Salmo 41 – “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!”

Somos peregrinos caminhando de volta para a nossa casa! O nosso coração sonha sem que a nossa razão perceba isso. Há no interior do nosso coração um desejo de transcendência, de liberdade. “A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade”, nos diz também Santo Agostinho confirmando as palavras deste salmo.

Evangelho – Lucas 14, 1.7-11 – “humildade em todos os momentos”

Mais uma vez o Senhor nos ensina a ter a humildade como uma prática rotineira na nossa vida. A humildade é o reconhecimento da nossa capacidade e da nossa limitação no exercício das nossas obras aqui neste mundo, em outras palavras, do que somos e temos e do que não somos ou não temos. No entanto, não nos basta reconhecer a nossa capacidade, competência e limitação, para que sejamos verdadeiramente humildes diante de Deus. Precisamos também honrar o nosso próximo com gestos de consideração e de caridade reconhecendo também a sua competência e tudo a que ele tem direito. Para isso, necessitamos nos vigiar a fim de não termos a pretensão de querer ser melhores que os outros tentando nos elevar acima daquilo que nos for destinado. Elevamos a nós mesmos (as) quando nos colocamos acima das outras pessoas e sentimo-nos superiores a elas; quando não as reconhecemos como filhos e filhas de Deus, dotadas de dignidade, portanto com direito aos lugares que lhes foram dedicados. Se fizermos uma reflexão iremos constatar que o nosso viver é uma constante disputa por lugares e privilégios e que estamos sempre, mesmo sem ter consciência, querendo ofuscar o brilho dos outros. Porém, como cristãos, devemos nos colocar diante de Deus, e humildemente reconhecer que toda a nossa capacidade nos é dada por Ele e só Ele tem autoridade para nos colocar no lugar adequado. Aquele (a) que se diz cristão (ã) há de confiar em Deus que providencia tudo de que precisarmos para bem viver. Portanto, não precisaremos nos apressar para tomar os melhores lugares porque o “nosso melhor lugar” é aquele que Deus já nos reservou para ocupar. – Você gosta dos melhores lugares? – Você admite que alguém lhe passe à frente no estacionamento? – Como você se sente quando isso lhe acontece? – Você lembra-se dos outros quando quer ocupar os primeiros lugares?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-29-10-2016

30ª Semana Comum – Sábado 29/10/2016

Primeira Leitura (Fl 1,18b-26)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 18bde qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo é anunciado. E eu me alegro com isso, e sempre me alegrarei. 19Pois eu sei que isso resultará na minha salvação graças à vossa oração e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 20Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, não terei de corar de vergonha. Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor – 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 25Por isso, sei com certeza que vou ficar e continuar com vós todos, para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 26Assim, com a minha volta para junto de vós, vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 41)

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

— Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

— Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa.

Evangelho (Lc 14,1.7-11)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 28/10/2016

REFLEXÃO

– Efésios 2, 19-22 – “somos pedras vivas”

São Paulo nos dá uma grande notícia: Jesus Cristo veio nos dar a dignidade dos santos, filhos de Deus, que é Santo. O fato de sermos da família de Deus significa que pertencemos à linhagem do céu e o nosso destino final é a pátria que nos foi prometida pelo Pai. Usando a figura da construção de um edifício São Paulo nos explica de que maneira fomos integrados no mistério do Amor de Deus que se realiza em Jesus Cristo. Já deixamos de ser pedras soltas, inúteis e passamos a ser pedras vivas inseridas no edifício espiritual que tem como fundamento os apóstolos e profetas e o próprio Jesus como pedra principal. Mesmo que ainda estejamos aqui na terra nós fazemos parte desta habitação imaterial e não somos mais considerados estrangeiros nem migrantes no reino de Deus, mas concidadãos dos santos. Portanto, precisamos tomar consciência de que em Cristo nós somos novas criaturas e estamos integrados (as) neste contexto de santidade. Assim, portanto, nos tornamos morada de Deus pelo poder do Espírito Santo e, todos juntos, formamos um templo santo no Senhor. – Você tem consciência de que é morada de Deus e templo do Espírito Santo? – Você acha que pode separar a sua vida espiritual da sua vida material, física? – O que o seu corpo material faz é aquilo que o seu espírito aconselha? – Você já se considera cidadão do céu, concidadão dos santos?


Salmo 18 – “Seu som ressoa e se espalha em toda a terra”

A primeira manifestação de Deus acontece através da natureza que proclama a Sua glória. Tudo nos fala de Deus! O universo inteiro com o firmamento, a noite, o dia, a chuva, o sol, as estrelas, a lua são para nós mais que discursos e palavras. São a prova do amor infinito de Deus para com o homem, objeto da Sua atenção. Nem precisamos de muitas evidências, nem de muito falatório: mesmo que nada ouçamos, até mesmo que não possamos ver nem tocar, nós podemos intuir, perceber que em nós mesmos (as) estão a grandeza e o poder de Deus.


Evangelho – Lucas 6, 12-19 – “momento de escolhas”

Jesus subiu à montanha para, em oração junto ao Pai, fazer o discernimento sobre a escolha dos doze apóstolos a quem Ele entregaria a Sua Igreja. Ele sabia que não seria uma tarefa fácil , pois teria que escolher dentre muitos, aqueles que seriam os continuadores da Sua obra aqui na terra. Por isso, Ele não saiu ouvindo nem querendo saber a opinião de um ou de outro e não deu ouvidos a fofocas nem insinuações dos discípulos que tinham interesse em ser os primeiros, ou sentar à Sua direita ou à Sua esquerda no reino. Ele foi diretamente saber a opinião do Pai. A nossa vida como um todo é sempre um momento de escolhas e decisões! Deus criou o mundo, e o entregou a nós, homens e mulheres para nele trabalhar e completar a obra que Ele iniciou, mas nos deu a liberdade para optar de acordo com os desafios que encontramos à nossa frente. Por isso, também para nós não é uma tarefa fácil as escolhas que precisamos fazer. Hoje, diante de todos os falatórios, de todas as manifestações, de todas as notícias fantasiosas, de todos os “disse, me disse” que correm soltos, nós também precisamos conversar com o Pai antes de tomar as decisões no nosso dia a dia. Imitando a Jesus nós precisamos, primeiramente, subir à montanha para orar e, diante do Pai, em Nome de Jesus expor as nossas inquietações deixando que o nosso coração e a nossa consciência estejam atentos à Sua resposta. Depois, nós devemos sondar o nosso coração para saber se aquilo que conseguimos apreender e compreender traz para nós a paz interior. A paz é o sinal que Deus nos dá quando precisamos fazer escolhas na nossa vida. Ao descer da montanha, Jesus estava seguro de que os Seus escolhidos eram aqueles a quem o Pai havia destinado para pôr em prática o Seu Projeto de salvação, mesmo que dentre eles houvesse um traidor, um covarde e muitos com o interesse de ser os maiores. Quando estamos firmes no Senhor não precisamos nos apavorar, pois mesmo que escolhamos alguém que nos decepcione, temos consciência de que fizemos o que precisava ser feito: subimos ao monte para orar e fazer o discernimento com Aquele que tem o poder para dar autoridade a quem nós escolhermos. Façamos nossas escolhas diante de Deus e deixemos que o nosso coração sinta a paz do dever cumprido. Porém, tenhamos como propósito não deixar que os nossos “achismos” atrapalhem o sentido da verdadeira paz. – Você também costuma subir a montanha para orar ao Pai antes de tomar suas decisões? – Você confia em que o Senhor sempre dá o direcionamento seguro mesmo que em determinado momento haja algum contratempo? – Como você tem feito isto?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-28-10-2016

30ª Semana Comum – Sexta-feira 28/10/2016

Primeira Leitura (Ef 2,19-22)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 19já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 18 2-3.4-5)

— Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

— Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

— Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia.

— Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz.

Evangelho (Lc 6,12-19)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.

17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 27/10/2016

REFLEXÃO

– Efésios 6, 10-20 – “vencendo a tentação ”

Nesta leitura São Paulo se refere à tentação como o sendo o “dia mau”, isto é, o impulso que nos motiva a saciar os nossos desejos humanos e por isso, cairmos nas manobras do diabo. Assim, portanto, ele nos ensina a nos preparar para enfrenta-la. Na maioria das vezes, estamos armados (as) e exercitados (as) para enfrentar as situações que surgem nos nossos relacionamentos pessoais. Para isso, nos precavemos contra as pessoas e os perigos, como nos assaltos e nas ameaças que sofremos no dia a dia. Temos munição para enfrentar os enganadores, os que querem nos passar para trás e vivemos sempre de “orelha em pé” para não cairmos nas situações em que possamos sair perdendo. Porém, poucos de nós temos consciência do que fazer para lutar contra a principal ameaça que ronda o nosso derredor. Existe uma força espiritual do mal que nos atinge e age em nós, de dentro para fora. São “as manobras do diabo”, o inimigo de Deus que deseja a todo o custo nos tirar do nosso desígnio de santidade. Há uma luta espiritual dentro de cada um de nós, entre o que é de Deus e o que é da nossa carne. Porém, nunca devemos nos entregar e desistir de perseguir o bem, porque dentro de nós também há as armas que precisamos empunhar para que sejamos vencedores. Para isso, nos foi concedido uma armadura do cristão, que tem como escudo a Palavra de Deus que é a verdade e como espada, a Oração de Súplica ao Espírito Santo que é a estaca da nossa fé. A couraça da justiça é a vivência do Evangelho de Jesus Cristo no nosso dia a dia. Todas as pessoas que estão firmadas na Palavra de Deus e têm o coração ligado aos ensinamentos do Senhor, mesmo que sejam tentadas mais que as outras, têm com certeza, o antídoto que mata o veneno de satanás. Portanto, não tenhamos medo: com preces e súplicas oremos em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiemos com perseverança, confortados (as) no Senhor e no domínio da sua força. – Você tem mais medo dos “homens” ou dos espíritos que nos fazem cair em tentação? – Você tem usado a armadura do cristão? – Qual é a função que a Bíblia tem tido na sua vida?


Salmo 143 – “Bendito seja o Senhor, meu rochedo”

É o próprio Senhor quem adestra as nossas mãos para a luta contra as forças espirituais do mal. Não precisamos fazer esforço sobre humano, mas apenas nos centralizar no louvor e na adoração ao nosso Deus. O louvor liberta o nosso coração da angústia e fortalece o nosso espírito. O Senhor submete ao Seu domínio todas as nações que tentam nos fazer mal. Por isso, o salmista O exalta, proclamando-O rochedo, fortaleza e abrigo. Assim também nós podemos afirmar.


Evangelho Lucas 13, 31-35 – “caminhando para Jerusalém”

Jesus caminhava firmemente para o desfecho final e se confrontava com os fariseus que, na sua ignorância, queriam amedronta-Lo e, assim, preveniam-no de que Herodes procurava matá-lo. No entanto, Jesus continuava firme no Seu propósito de fazer a vontade do Pai e não estava preocupado com o que Herodes poderia fazer com Ele. E afirmava que continuaria operando milagres até que seus dias chegassem ao fim. Ele caminhava para a morte e tinha consciência do que iria ter que enfrentar. Ele sabia muito bem o que o esperava em Jerusalém, mas era para lá que deveria marchar. Jerusalém, a cidade santa, onde estava erguido o templo seria o palco dos acontecimentos que O levariam à crucificação e morte. Lá também, depois de três dias, Ele ressuscitaria! Colocando isso na nossa vida prática podemos tirar como mensagem o exemplo e determinação de Jesus diante da missão a que Ele se propunha. Não temeu os homens, mas permaneceu fiel ao Pai. Ele, como homem, tinha inteira liberdade para dar justificativas de afastar-se de Jerusalém porque o rei queria mata-Lo. No entanto, o Seu ideal de vida era justamente “beber o cálice” que Lhe estava destinado, por isso, permaneceu fiel aos Seus propósitos. Jesus chorou diante das muralhas de Jerusalém lamentando a sua rebeldia e obstinação em não aceitá-Lo como Salvador. Chorou por aqueles que não O acolheram e previu para eles um tempo de abandono e dispersão. Nós podemos também nos colocar no lugar de Jerusalém, isto é, do povo que não aceita a salvação de Jesus e não aproveita o tempo em que é visitado. Muitas vezes rejeitamos a Deus, não caminhamos segundo a Sua Palavra, não seguimos os Seus ensinamentos e perdemos o precioso tempo que estamos vivendo aqui na terra. Jesus também chora diante de nós e lamenta a nossa ignorância, mas, mesmo assim torce e espera que nós, no devido tempo, possamos ainda dizer de coração: “Bendito aquele que veio em nome do Senhor”. Todos aqueles que não acolheram Jesus como Salvador como ainda é o caso dos judeus, hoje, também, vivem abandonados, sem templo, a espera daquele que ainda virá. A Jerusalém celeste é também, hoje, o nosso destino, é para lá que caminhamos. Jesus Cristo abriu o caminho para nós, não precisaremos ser flagelados nem crucificados pois, Ele mesmo já o foi por nós, entretanto, até lá, haveremos de caminhar com coragem para atravessar os vales sombrios da nossa vida. – Você tem desistido de assumir a salvação em vista das dificuldades? – Você tem coragem de enfrentar os “seus inimigos” como Jesus os enfrentou? – Você tem medo de se entregar pela causa do Evangelho? – Você é uma pessoa que caminha firme para a santidade mesmo sabendo que dificuldades o (a) esperam? – Você foge da realidade quando percebe algum indício de sofrimento?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

armadura do cristão

armadura do cristão

30ª Semana Comum – Quinta-feira 27/10/2016

Primeira Leitura (Ef 6,10-20)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus.

13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo. 14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz.

16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos.

19Orai também por mim, para que a palavra seja posta em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 143)

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!

— Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo. É me u escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.

— Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.

Evangelho (Lc 13,31-35)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.

34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 26/10/2016

REFLEXÃO

Efésios 6, 1-9 – “servir uns aos outros como ao Senhor ”

Falando aos filhos e pais, aos escravos e senhores São Paulo lhes dirige uma palavra de incentivo para que vivam a justiça aqui na terra. Em qualquer estado ou situação da nossa vida, quer sejamos, filhos, pais, senhores ou escravos, sempre teremos direitos e deveres que sugerem amor, respeito, obediência, serviço, solidariedade, boa vontade. A concretização dessas ações, porém, não deve acontecer para agradar aos homens, mas com a finalidade de agradar a Deus. “Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor e não a homens”, nos diz São Paulo. Aos filhos, ele recomenda honrar pai e mãe a fim de que tenham vida longa, que significa, ter qualidade de vida e felicidade; aos pais ele recomenda a disciplina e o conselho com o cuidado para não revoltarem os seus filhos. Aos escravos, obediência e serviço por amor a Cristo e para a edificação do reino. Aos senhores São Paulo prega a mansidão e a afabilidade, sem fazer distinção de pessoas. E para todos nós, hoje, São Paulo também lembra: “o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, ele tornará a recebê-lo do Senhor”. Portanto, mãos à obra, porque no nosso dia a dia nós vivemos quase todas essas situações a que São Paulo se refere. – Em qual situação você se coloca hoje: como pai ou mãe, como filho (a), como empregado (a) ou como empregador (a)? – Você tem agindo conforme os conselhos de Paulo? – Você tem feito o bem em Nome do Senhor? – Você tem servido ao reino de Deus através do serviço ao irmão?

Salmo 144 – “O Senhor cumpre sempre suas promessas”

O salmista exalta o amor e a fidelidade do Senhor que se expressam em todas as Suas palavras e promessas. Tudo o que vem de Deus é perfeito e santo, por isso, Ele só quer o bem de todos os Seus filhos. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta àqueles que caem. Reconhecer a bondade de Deus e por isso exaltá-Lo é para nós um exercício salutar porque assim estaremos cumprindo o desejo da nossa alma que é o de louvar ao nosso Deus, Criador e Senhor da nossa vida e de todas as coisas.

Evangelho – Lucas 13, 22-30 – “a porta larga é a injustiça”

Caminhando para Jerusalém e por onde passava Jesus falava às multidões dando-lhes as derradeiras recomendações, em vista de que lá, finalmente, Ele coroaria a sua Missão de Salvador da humanidade. Fizeram-Lhe, então, uma pergunta que traduz justamente, o que também todos nós questionamos: “quem se salvará; são poucos ou muitos os que se salvam; todos se salvarão? Sem responder àquela pergunta, Jesus, porém, nos dá um direcionamento oportuno: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita… muitos tentarão entrar e não conseguirão”. A porta estreita, significa para nós a prática da justiça e do direito e é a nossa adesão à salvação que Jesus veio nos dar. A porta estreita implica também no nosso esforço em superar a nossa inclinação para uma vida fácil, para fugir dos problemas e dos sacrifícios pessoais vivendo somente o prazer, o possuir, o poder. Todas as vezes em que queremos conseguir as coisas com muita facilidade, sem empenho próprio, adotando o modelo que o mundo prega, precisamos nos questionar, porque isso é querer entrar na porta larga da injustiça. Quando nos voltamos somente para nós e nos esquecemos de que a justiça é o parâmetro que Deus definiu para chegarmos ao céu, estamos entrando pela porta larga. Consequentemente, a porta estreita é a justiça, que se traduz em humildade e serviço e na abstinência da nossa vontade própria, do domínio da nossa carne e de uma entrega absoluta ao Espírito Santo de Deus que nos conduz. A porta estreita nos leva a praticar a justiça, pois, requer uma vida de renúncia de nós mesmos (as), à vivência do amor, do perdão, da bondade, da partilha e da olidariedade. Mesmo que tenhamos pregado em Nome de Jesus ou que estejamos servindo no Seu Santuário, mesmo que nos achemos servos e servas fiéis, se não praticarmos a justiça, não teremos lugar à mesa do reino de Deus e poderemos estar equivocados (as) correndo o risco de não sermos reconhecidos pelo “dono da casa”. – Como está a sua justiça? – Você tem procurado o caminho mais fácil, que exige menos esforço ou você tem sido fiel à Palavra e aos ensinamentos de Jesus que nos manda amar ao próximo como a nós mesmos (as)?
Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-26-10-2016

30ª Semana Comum – Quarta-feira 26/10/2016

Primeira Leitura (Ef 6,1-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

1Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. 2“Honra teu pai e tua mãe” – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: 3“A fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra”. 4Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 5Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, 6não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. 7Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não aos homens. 8Vós os sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, tornará recebê-lo do Senhor. 9E vós, senhores, fazei o mesmo com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 144)

— O Senhor cumpre sempre suas promessas!

— O Senhor cumpre sempre suas promessas!

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

— O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

Evangelho (Lc 13,22-30)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”

Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós do lado de fora começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.

26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora.

29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há muitos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 25/10/2016

REFLEXÃO

 – Efésios 5,21-33 – “solicitude”
São Paulo nos revela que o grande mistério do amor entre o homem e a mulher é a solicitude. Ela é como uma via de mão dupla que nos une, uns com os outros. Dessa maneira São Paulo expõe o quadro do amor solícito entre marido e mulher comparando-o ao amor entre Cristo e a Sua Igreja. Podemos apreender, então, que a solicitude é a base de sustentação para os relacionamentos cristãos, a partir da relação entre marido e mulher que formam o alicerce de uma família. O marido tem a missão de amar a sua mulher do mesmo modo como Cristo amou a Sua Igreja e a mulher tem a missão de acolher o amor do seu marido assim como a Igreja se submete ao amor de Cristo. Com efeito, o marido zela pela sua mulher como se fosse o seu próprio corpo, pois, está escrito: “Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne.” É um grande mistério de amor e se todos o alcançassem, talvez a situação de agonia pela qual passa o casamento atualmente, não existisse. O amor implica em solicitude, fraternidade, amizade e respeito mútuo. A submissão é uma entrega à missão do outro. A mulher é submissa ao amor do marido como a Igreja é submissa ao Amor de Jesus Cristo que se entregou por ela. Se o marido ama a sua mulher e ela é submissa a esse amor, com certeza, os dois viverão o projeto que Deus tem para as famílias da terra. – Você compreende bem a mensagem que São Paulo dá para o homem e a mulher? – O que você acha de a mulher ser submissa ao amor do seu marido? – Será que os casais, hoje, estão entendendo bem essa palavra? – Anuncie-a!

Salmo 127 – “ Felizes todos que respeitam o Senhor!”
Este salmo, muito cantado nas celebrações de matrimônio, retrata o desejo de Deus para que o homem e a mulher sejam felizes e tenham uma vida profícua e fecunda. Temer o Senhor significa estar atento a Sua Palavra e aos Seus ensinamentos, estar acessível à Sua vontade no dia a dia da vida e por isso, receber a bênção para o trabalho, para o nosso lar e para nossos filhos.

Evangelho – Lucas 13, 18-21 – “o desenvolvimento do reino de Deus”
Jesus nos apresenta o reino de Deus, mais uma vez, comparando-o a uma semente de mostarda que é atirada no jardim e cresce, se tornando uma grande árvore, nos ramos da qual, as aves do céu fazem seus ninhos. Podemos deduzir, então, que a semente é o amor de Deus que foi semeado no jardim do nosso coração e que, na medida em que nos damos conta da sua existência se vai tornando grandioso a ponto de extrapolar e espalhar-se como os galhos de uma árvore que alimenta a todos os que dele são carentes. Em todos os momentos da nossa vida há oportunidade para fazermos uma experiência com o amor de Deus, principalmente naquelas horas em que mais somos afligidos pelas provações e tribulações. Nessas horas o terreno do nosso coração parece ser regado pelo amor infinito de Deus que nos cumula de graças. A manifestação do amor de Deus no nosso coração nos motiva a amar, perdoar, compreender e acolher a todos os que estão necessitados. Para explicar o desenvolvimento do reino de Deus Jesus também nos dá exemplo de um fermento que, colocado junto à massa faz aumenta-la sem que se perceba como isso pôde ser possível. O coração que está aberto e disponível é terreno fértil para que o reino de Deus possa ocorrer. Para que isso seja possível, a primeira coisa que precisamos fazer é tomar consciência de que esta semente foi plantada no coração de todos e não somente de alguns privilegiados. Deus não economiza o Seu amor! Ele é infinito e abundante, portanto, o amor de Deus quando é amado, gera muito mais amor para se amar. – Você tem consciência de que a semente do amor de Deus foi plantada em você? – Você tem usufruído dessa bênção? – Você tem usado o amor de Deus para também amar as pessoas da sua vida? – Você se sente amado (a) pelas pessoas com o amor que vem de Deus?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-25-10-2016

30ª Semana Comum – Terça-feira 25/10/2016

Primeira Leitura (Ef 5,21-33)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 21vós, que temeis a cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; e nós membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 127)

— Felizes todos os que respeitam o Senhor!

— Felizes todos os que respeitam o Senhor!

— Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

— A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.

— Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

Evangelho (Lc 13,18-21)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 24/10/2016

REFLEXÃO

– Efésios 4, 32-5,8 – “viver como filhos da Luz”

Nesta carta São Paulo nos dá a receita para chegarmos à santidade: ser bom para com o outro, ser compassivo, perdoar-se mutuamente. Ser imitador de Deus como um filho que imita o seu pai. Viver no amor como Cristo viveu e se entregou por amor. Rejeitar de uma vez por todas a devassidão, a impureza e a cobiça. Abdicar das palavras grosseiras, insensatas ou obscenas que são inconvenientes. A devassidão, a impureza, a avareza são idolatria, culto que se presta à nossa carne e a nós mesmos (as) e que nos excluem do reino de Cristo nos tirando a paz. Todas essas coisas isso fazem parte da nossa vida e temos que lutar contra nós mesmos (as) para excluí-las do nosso itinerário. “Dedicai-vos antes à ação de graças”. A ação de graças nos leva à celebração da vida, à gratidão ao Deus Criador, ao louvor, à alegria e à fraternidade. O tempo da escuridão já passou: “agora sois luz no Senhor, portanto vivei como filhos da luz”. – Você acha muito difícil caminhar para a santidade? – É difícil ser bom, ser boa? – Dentro do receituário de São Paulo qual tem sido a sua maior dificuldade? – Você tem vivido dentro dos ensinamentos evangélicos da castidade, da sobriedade, da harmonia, pureza e outras virtudes equivalentes? – O que você pode dizer ao justo juiz sobre isso?

Salmo 1 – “Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus”.

Ser santo é ser feliz segundo os desígnios de Deus. O salmo nos faz meditar sobre o que nos leva à felicidade, portanto à santidade. Não andar conforme os conselhos dos perversos, não entrar no caminho dos malvados, mas encontrar seu prazer na lei de Deus e meditá-la, dia e noite, sem cessar. É o mesmo que acontece a uma árvore plantada à beira da torrente, isto é, aonde tem água em abundância: ela dá frutos a seu tempo e conservará sempre o verde que compõe a paisagem. Assim é a nossa vida quando estamos perto de Deus, vivendo a sua Palavra.

Evangelho – Lucas 13, 10-17 – ” O espírito do mundo nos torna, doentes e paralisados “

O Evangelho nos conta a história da mulher que há dezoito anos estava presa por um espírito que a deixava encurvada e que foi curada por Jesus num dia de sábado. A nossa história não difere muito daquela mulher, se entendermos que dezoito anos significa o tempo da nossa vida em que passamos entregues às nossas próprias sugestões, vivendo conforme a vontade da nossa humanidade, olhando para nós mesmos (as), incapazes de contemplar a Deus e distanciados dos nossos irmãos e irmãs. É um tempo em que passamos entregues ao espírito do mundo, que nos encurva e nos submete às suas mazelas e misérias. Por isso, nos tornamos pessoas infelizes, doentes, incapazes de caminhar livremente, com o olhar voltado somente para baixo, para nós mesmos (as), para nossos interesses. O espírito do mundo nos torna, doentes e paralisados (as) pelo egoísmo, pela ganância, pela comiseração, pela murmuração e tantas outras coisas que nos impedem de caminhar em busca da plenitude da vida que Jesus veio nos dar. Enquanto não somos curados (as) por Jesus o espírito do mal nos escraviza. O tempo em que vivemos assim não conta para Deus se nos deixarmos tocar pela força operadora de Jesus que quer nos salvar mesmo que seja em “dia de sábado”. Dia de sábado, hoje, poderá ser aquele momento em que todos acham inconveniente se falar de Deus, mesmo que haja muitas pessoas que precisam ouvir o que o Senhor tem a lhes falar. Ou então, aquela ocasião em que entendemos não ter nada a ver se tocar nas coisas do espírito, quando estamos tratando dos negócios, de trabalho, de estudos, em fim de coisas “importantes” para o desenvolvimento social. Quando em um aniversário ou em uma festa onde todos se divertem, há alguém precisando conhecer Jesus e ser tocado por Ele, mas nós, respeitando as “conveniências”, nos omitimos. Assim também Jesus nos diz: “Hipócritas!” Sim, somos hipócritas porque não temos coragem de anunciar Jesus por onde andamos, temos respeito humano e não queremos nos expor, por orgulho. Somos homens e mulheres encurvados (as) que precisamos de salvação, cura e libertação. Hoje Jesus também olha para nós que estamos na “sinagoga em dia de sábado”, isto é, na missa, na adoração, no grupo de oração, apenas preocupado com a nossa deformação, e, com compaixão, Ele também nos diz: “estás livre da tua doença” e cura-nos mesmo que para o mundo não seja o momento adequado. Peçamos ao Senhor que nos cure para que possamos amar e servir a Deus em qualquer dia, a qualquer hora e em qualquer lugar, mesmo que seja em dia de sábado. – A doença do mundo é o egoísmo. – Você tem olhado para quem está à sua volta ou só tem pensado nas suas preocupaçõezinhas? – Qual o espírito que pode estar deixando-o encurvado (a)? – Você escolhe hora e lugar adequados para falar de Jesus? – Você se envergonha de falar das coisas de Deus nos ambientes do mundo? – Você também se sente um homem ou uma mulher encurvada que precisa ser tocada por Jesus?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-24-10-2016

30ª Semana Comum – Segunda-feira 24/10/2016

Primeira Leitura (Ef 4,32-5,8)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 4,32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. 6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 1)

— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho (Lc 13,10-17)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.

14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”.

15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?”

17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 23/10/2016

REFLEXÃO

– Eclesiástico 35,15-17.20-22 – ” O Senhor é um justo juiz ” 

Ao contrário do que o mundo prega o Senhor não faz discriminação de pessoas seja ela quem for pobre ou rica, branca ou preta, feia ou bonita, o que importa é um coração humilde e confiante na justiça de Deus. Nesta leitura o autor do Livro do Eclesiástico se refere ao pobre, ao órfão e à viúva, como símbolo da figura da pessoa que não tem ninguém por ela. No entanto, mesmo aqueles que têm muitas posses agradam ao Senhor, quando, passando por situação de “miséria” espiritual, existencial ou outro qualquer tipo de dificuldade, se mantêm humildes e dependentes do Seu amparo. O justo juiz jamais despreza a súplica daquele (a) que é o (a) mais desprezado (a) no mundo. Qualquer um de nós será bem acolhido e nossas súplicas serão atendidas, desde que sirvamos a Deus como Ele o quer. Como justo juiz o Senhor não dispensará o orgulho, a soberba, a vaidade, a autolatria, isto é, idolatria a si própria e julgará os nossos atos, pensamentos e sentimentos na medida adequada. Precisamos, então, fazer uma avaliação das nossas atitudes e intenções quando quisermos ser “mais” que o outro, quando reclamarmos para nós privilégios e honras. O Senhor, justo juiz, há de nos julgar também por essas obras. – De que maneira você se relaciona com uma pessoa simples que não tem grandes atrativos? – Você sabia que Deus é justo juiz e conhece todas as suas intenções e sentimentos? – Como você acha que será julgado (a) no final de tudo, em relação a isso? – Você se sente superior a alguém? – Como você trata as pessoas humildes que trabalham na sua casa? Você se interessa por elas?

Salmo 33 – “O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.”

Você já teve a experiência de clamar a Deus em momentos de angústia e tribulação? O Senhor atende ao clamor do nosso coração em qualquer situação, porém o que mais agrada a nossa alma é o louvor que nós exercitarmos continuamente. O próprio salmo nos direciona: “Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. E depois, acrescenta: “Minha alma se gloria no Senhor..” Portanto, sejamos fiéis ao que a nossa alma espera e louvemos o Senhor, de coração, na alegria ou na tristeza.

2ª. Leitura – 2 Timóteo 4, 6-8.16-18 – “missão cumprida”

Nos últimos momentos da sua vida São Paulo dá um verdadeiro depoimento de confiança na justiça de Deus. Sabedor de que se aproximava a hora em que seria sacrificado e que partiria para junto de Deus, com convicção ele já antevia e anunciava que receberia a coroa da justiça que lhe seria concedida em vista da sua entrega a Cristo. Não se subestimava nem tampouco usava de falsa humildade para reconhecer que havia sido fiel ao chamado que Jesus lhe fizera. Precisamos também ter consciência do valor que temos diante de Deus quando servimos fielmente à causa que nos foi confiada. Cada um de nós tem uma história e um chamado para edificar o reino de Deus. Ninguém substitui a outrem nem pode ocupar o lugar que o Senhor lhe reservou. Dependendo da nossa fidelidade e do nosso desejo sincero de servir ao Senhor, nós também podemos fazer uma reflexão sobre a nossa atuação para poder dizer como São Paulo: “combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé ” Para isso, no entanto, não precisamos esperar a hora da nossa partida, mas ao término de cada dia, podemos parar e avaliar qual a esperança que cultivamos por causa da nossa perseverança e fidelidade a Deus. O Senhor também já nos reservou a coroa da justiça, cabe a cada um de nós cultivarmos no coração o desejo de conquista-la a cada dia, na medida da nossa vivencia, dando passos firmes e coerentes com a vontade de Deus. – Você tem confiança de que já pode receber a coroa da justiça que lhe foi reservada pelo justo juiz? – Você tem combatido o bom combate? – Você tem guardado a fé e a confiança em Deus? – Em que você acha que pode melhorar?

Evangelho – Lucas 18, 9-14 – “quem será justificado”

A verdade brilha como o sol do meio dia: “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. Ao contar a parábola do fariseu e do cobrador de impostos Jesus nos dá a noção exata do que seja uma pessoa humilde. Humildade é o reconhecimento da nossa limitação e da medida da nossa capacidade. A nossa competência para as coisas espirituais é restrita, e, por nós mesmos (as), nunca seremos justificados (as). O fariseu que abriu a boca diante do altar do templo do Senhor, se justificou, achando que todas as suas “boas obras” eram méritos seus e, ainda mais, apontava para o cobrador de impostos, desprezando-o e se auto elogiando. A sua oração de autopromoção não agradou a Deus. O cobrador de impostos deu o exemplo de humildade reconhecendo o seu pecado, e, não se achando digno de nem mesmo olhar para o Senhor, clamou por misericórdia: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!” A sua oração agradou a Deus e ele voltou para casa justificado, como disse Jesus. O que nós poderemos apreender dessa mensagem? Não são as nossas palavras bonitas, nem as orações longas que agradam ao Senhor. O nosso espírito contrito, humilhado por causa das nossas transgressões e o reconhecimento da nossa miséria é que nos farão alcançar a misericórdia de Deus. Às vezes não precisamos nem dizer alguma coisa, porém o nosso pensamento sugere o que se passa no nosso coração e o Senhor que nos sonda sabe se estamos nos elevando ou nos humilhando. Mesmo que não digamos nada, o Senhor conhece tudo. Portanto, não nos adiantará fugir ou camuflar. – E você? Tem voltado para a casa justificado (a), ou não? – Como tem sido feito o exame da sua consciência diante do Senhor? – Você costuma se auto elogiar? – Você reconhece a medida da sua capacidade e da sua incapacidade? – Você costuma julgar alguém pela sua aparência?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

Fonte:http://blogdasagradafamilia.blogspot.com.br/

liturgia-diaria_-23-10-2016

30º Domingo do Tempo Comum – 23/10/2016

Primeira Leitura (Eclo 35,15b-17.20-22a)

Leitura do Livro do Eclesiástico:

15bO Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. 16Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; 17jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas.

20Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. 21A prece do humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não descansará até que o Altíssimo intervenha, 22afaça justiça aos justos e execute o julgamento.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 33)

— O pobre clama a Deus e ele escuta:/ o Senhor liberta a vida dos seus servos.

— O pobre clama a Deus e ele escuta:/ o Senhor liberta a vida dos seus servos.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Mas ele volta a sua face contra os maus,/ para da terra apagar sua lembrança./ Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta/ e de todas as angústias os liberta.

— Do coração atribulado ele está perto/ e conforta os de espírito abatido./ Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,/ e castigado não será quem nele espera.

Segunda Leitura  (2Tm 4,6-8.16-18)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé.

8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.

18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 18,9-14)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.

11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.

13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’

14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

LITURGIA DIÁRIA – 22/10/2016

REFLEXÃO

“Esses dois episódios, como sinais dos tempos, dizem que a morte pode vir de improviso. Assim também o juízo de Deus pode chegar quando menos esperarmos. Por isso, precisamos e devemos nos arrepender de todos os nossos pecados.

Jesus deixa claro que não necessariamente há uma relação direta de causalidade entre culpa e sofrimento. Mas as desgraças públicas são, como sinais dos tempos, oportunidade para reflexão e penitência dos pecados. Jesus adverte que toda nação caminha para a ruína se não se converter ao Messias. Todos necessitamos de conversão contínua porque todos erramos. O mistério do sofrimento sem espírito de fé esmaga o homem.

Primeiro, arrepender-se é desviar do pecado, mudando de direção em relação à iniquidade.

O arrependimento é mais do que um aprimoramento pessoal, é mais do que uma maneira de se controlar a vida. É uma medida profunda, uma decisão de abandonar tudo o que é estranho a Deus. Essa medida contribui para uma transformação total, a que Jesus chama novo nascimento (João 3:3).

Arrepender-se não é simplesmente sentir remorso do pecado cometido. Uma pessoa pode sentir remorso de ter pecado devido às complicações que o pecado trouxe à sua vida, ou devido a uma consequência desvantajosa que tenha de sofrer pelo ato pecaminoso. Judas sentiu remorso por ter traído Jesus, mas não se arrependeu (Mateus 27:3). Pedro, que negou Cristo (Mateus 26:34,69–75), arrependeu-se; Judas sentiu apenas remorso. É possível sentir-se perturbado pelo fato de ter pecado, sem, contudo, arrepender-se.

O arrependimento não é simplesmente uma convicção do pecado. No dia de Pentecostes, Pedro expôs o pecado dos judeus que o ouviam. As palavras do apóstolo levaram convicção ao coração deles, a ponto de clamarem: “Que faremos?” (Atos 2:37). Pedro, porém, não considerou essa convicção como arrependimento; pois ao responder à indagação deles, disse: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

O arrependimento não é simplesmente uma tristeza divina. A tristeza divina por causa dos pecados precede e produz o arrependimento, segundo o apóstolo Paulo: Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza segundo o mundo produz morte (2 Coríntios 7:10).

O arrependimento não deve ser tampouco definido como uma mudança de vida. Ele produz, sim, uma mudança de vida. Se o arrependimento não resultar numa vida transformada, então não houve de fato arrependimento genuíno; mas a mudança de vida não é o arrependimento propriamente dito. João Batista advertia o povo que o seguia: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8). O arrependimento real precede os frutos de arrependimento, a saber uma vida mudada.

Arrependimento tem a ver com mudança resoluta da vontade própria em relação ao pecado. Envolve o intelecto, as emoções e a consciência. Essa mudança de atitude em relação ao pecado torna-se tão nítida na personalidade humana, que capacita o crente a desistir de um modo de vida. No batismo, uma pessoa é imersa para morrer espiritualmente para o pecado, crucificando seu velho eu, de modo que o corpo do pecado seja destruído (Romanos 6:6).

Em segundo lugar, arrepender-se é voltar-se para Cristo. Não é apenas uma reação negativa ao mal; é também uma resposta positiva a Cristo.

O arrependimento consiste em abandonar o pecado e voltar-se para Cristo para ter vida. Jesus não convidou ninguém para tirar férias religiosas, ou dar uma breve trégua na iniquidade.

Ele pediu comprometimento total, descrito como um nascimento da água e do Espírito, um nascimento do alto (João 3:5). Essa transformação é tão radical e duradoura que Paulo a comparou com uma circuncisão espiritual, uma remoção completa do corpo da carne por obra de Deus: Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo (Colossenses 2:11).

O arrependimento envolve um compromisso constante. Ao respondermos a Deus, devemos fazer morrer as obras do corpo. Daí para frente, uma tarefa que temos como cristãos é não deixar virem à tona essas obras.

Paulo disse: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria” (Colossenses 3:5).

É preciso viver no mundo sem ser dele, e nele viver conforme o Espírito de Deus. O juízo de Deus sobre nós pode dar-se quando menos esperamos e por isso devemos viver de tal modo que não sejamos surpreendidos. O cristão está em contínua vigilância pela caridade e pela prática da misericórdia.

Pai, que a minha vida seja uma contínua busca de comunhão contigo, por meio de um arrependimento sincero e de minha conversão urgente para ti.”

Fonte: http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-arrependimento-lc-131-9/

liturgia-diaria_-22-10-2016

29ª Semana Comum – Sábado 22/10/2016

Primeira Leitura (Ef 4,7-16)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 7cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 8Daí esta palavra: “Tendo subido às alturas, ele capturou prisioneiros, e distribuiu dons aos homens”. 9“Ele subiu”! Que significa isso, senão que ele desceu também às profundezas da terra? 10Aquele que desceu é o mesmo que subiu mais alto do que todos os céus, a fim de encher o universo. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. 14Assim, não seremos mais crianças ao sabor das ondas, arrastados por todo vento de doutrina, ludibriados pelos homens e induzidos por sua astúcia ao erro. 15Motivados pelo amor, queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo, 16Graças a Ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 121)

— Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”

— Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”

— Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

— Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.

— Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede de justiça lá está, e o trono de Davi.

Evangelho (Lc 13,1-9)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

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